A palavra lobby adquiriu um aspecto tão
pejorativo no Brasil que as pessoas evitam pronunciá-la e raramente admitem
exercer ou contratar essa atividade. Foi assim na maioria das entrevistas que a
DINHEIRO fez com parlamentares, lobistas e especialistas para esta reportagem.
Houve casos em que o interlocutor só aceitou conversar sob condição de
anonimato. É como se lobby fosse sinônimo de crime e, portanto, passível de
punição. O receio, de fato, pode ser justificado pelas diversas prisões de
pessoas que foram classificadas como “lobistas” pela imprensa e pela própria
Polícia Federal, em recentes operações como a Lava Jato, a Zelotes e a
Acrônimo.
Além disso, a falta de regras acaba colocando
no mesmo balaio agentes nem sempre honestos e profissionais que exercem a
legítima atividade de defender interesses privados junto ao setor público.
Agora, 22 anos depois de ser debatida no Congresso pela primeira vez, a
regulamentação do lobby deve ser finalmente desengavetada, jogando luz a um
mercado que, embora controverso, é extremamente acessado pelas principais
empresas e entidades corporativas. Por definição, lobby é atividade em que
grupos de pressão tentam defender interesses e influenciar decisões no
Legislativo e no Executivo.
Ou seja, lobista é um termo extremamente
pejorativo no brasil, e utilizar esse recurso mancharia a empresa nesse caso a
empresa decide por não utilizar tal recurso.
é isso mesmo me parecia um boa ideia na hora de contratar um lobista para espalhar nosso produto mas simplesmente não vale a pena, para manter a integridade da empresa o melhor é utilizar petições mesmo. Mas como mandar uma petição...
Simples assim:
COMO FAZER UMA PETIÇÃO
A Constituição brasileira garante
a todas as pessoas o direito de pedir informações de seu interesse particular
ou de interesse coletivo; pedir a implementação de seus direitos ou de direitos
de outros; de denunciar ilegalidades ou abusos de poder, entre outros, por meio
de petição (art. 5º, XXXIV, a, CF). Para isso, deve-se apresentar à autoridade
ou a um órgão do poder público um documento escrito, gratuito, contendo os
pedidos e razões.
Qualquer pessoa pode redigir uma
petição, não precisa ser advogado. Pela legislação brasileira, a autoridade é
obrigada a atestar o recebimento (normalmente através de um carimbo ou uma
certidão com data e assinatura) e responder ao pedido em até 15 dias.;
Passo a passo de como elaborar
uma petição
Passo 1 – Identifique e
descreva a situação de violação aos direitos que você pretende que seja
resolvida
Identifique o direito que está
sendo violado; o direito que deve ser implementado; quem são as pessoas
prejudicadas; as informações que precisam ser obtidas do poder público ou
outros pedidos que precisam ser feitos às autoridades responsáveis.
Passo 2 – Identifique quais são
os órgãos ou autoridades que devem resolver o problema
Veja a quem você deve encaminhar
a petição. Pode ser à direção da escola, ao conselho escolar, à secretaria de
educação ou a outro órgão público (excluído o Poder Judiciário). Você pode
tanto direcionar ao órgão público (por exemplo, à secretaria de educação) como
ao responsável por aquele órgão ou setor (por exemplo, ao secretário de
educação). O importante é que o pedido seja feito a todos os órgãos que tenham
poderes para decidir sobre o problema, por isso não há problema em encaminhar a
petição para mais de um órgão ou autoridade.
Passo 3 – Redija o documento
A estrutura é sempre parecida e é
formada por três partes: na primeira parte, deve ser feita a identificação da
pessoa, grupo de pessoas ou associação que assinam a petição; na segunda parte,
vem a descrição detalhada da violação/problema (ou das informações necessárias);
caso saiba qual lei está sendo descumprida, você pode citá-la, mas a descrição
dos fatos é suficiente; finalmente, na parte final da petição, deve ser
formulado o pedido de providência ou de informação. Coloque a data e assine o
documento.
Passo 4 – A entrega do
documento
Faça uma cópia do documento. Ao
entregar a petição no órgão público, peça para a autoridade ou o funcionário
público assinar e colocar a data de recebimento nessa cópia, o que comprova a
entrega do original. Em alguns locais, como nas secretarias de educação,
prefeituras ou câmaras legislativas, há um setor de protocolo, normalmente logo
na entrada do prédio, onde os funcionários recebem o documento, registram o
recebimento na cópia e encaminham para o setor responsável. É importante que você
identifique o número do telefone do setor responsável, assim, se for
necessário, poderá acompanhar o andamento do pedido.
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